Nesta quinta-feira, 15 de março, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro realizaram a operação Hawala com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro vinculado a facções criminosas.
Investigação revela movimentação de recursos ilícitos
A ação busca combater um esquema que movimentou mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024, oriundos da venda de drogas realizadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação abrange estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, e resultou em mandados de prisão para 22 indivíduos, sendo que dez deles já possuem ordens de prisão expedidas.
Até a manhã do dia da operação, oito pessoas haviam sido detidas. A investigação se originou a partir da identificação de um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico de drogas no Complexo de São Carlos, no Rio. O aprofundamento das investigações revelou que empresas de fachada estavam sendo utilizadas para disfarçar a origem ilegal dos recursos, que incluíam práticas de depósito fracionado e a cooptação de contadores. Além disso, há indícios de uma possível conexão do esquema com o financiamento de organizações consideradas terroristas, que está sendo averiguada pela Polícia Civil.












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