Em reunião realizada nesta terça-feira (14), o governo brasileiro denunciou a possível imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos como “injusta”. O encontro, que contou com a presença do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, ocorreu a um dia do prazo final para a decisão americana.
Contexto das negociações comerciais
Este foi o quinto encontro entre os dois países desde a criação de um grupo de trabalho para discutir questões comerciais, estabelecido em maio. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) enfatizou a falta de justificação técnica para as tarifas sugeridas.
As críticas do Brasil focam em uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros e uma adicional de 12,5% vinculada a uma investigação sobre trabalho forçado. O governo brasileiro reafirmou que a aplicação dessas taxas não é o caminho adequado para um acordo bilateral.
Além do Mdic, participaram da reunião o Ministério das Relações Exteriores e representantes da Presidência da República. Apesar de alguns avanços nas negociações, a posição dos EUA se tornou mais rígida recentemente.
As tarifas são resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de práticas comerciais prejudiciais, desde comércio digital até questões ambientais. O Brasil, por sua vez, argumenta que essas alegações não podem embasar a adoção de novas taxas.
O prazo para o anúncio das decisões termina nesta quarta-feira (15), quando os EUA também devem divulgar a lista dos produtos que poderão sofrer as sobretaxas. Estima-se que cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para os EUA, totalizando cerca de US$ 15 bilhões em exportações, serão impactados.
Enquanto aguarda a decisão, o governo brasileiro continua a buscar soluções através do diálogo e não descarta a adoção de medidas de resposta a eventuais tarifas.












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