Na última quarta-feira (8), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ingressou com uma ação civil pública direcionada à influenciadora digital Virgínia Fonseca e à plataforma de apostas Blaze, solicitando R$ 120 milhões em danos morais coletivos.
Ação coletiva busca combater práticas abusivas em apostas
A ação do MPDFT alega que tanto a influenciadora quanto a plataforma têm promovido uma exploração predatória da vulnerabilidade dos apostadores. De acordo com o promotor Paulo Binicheski, Virgínia teria recebido uma porcentagem significativa das perdas dos apostadores que eram atraídos por ela durante eventos como a Copa do Mundo.
Investigadores infiltrados na plataforma encontraram evidências de práticas de marketing que incluíam promessas de vantagens atrativas. Ao todo, foram recebidas 42 mil reclamações sobre a plataforma Blaze, evidenciando uma preocupação com a publicidade de apostas que, segundo a Promotoria, pode impulsionar comportamentos compulsivos e causar prejuízos significativos aos consumidores.
Em resposta à ação, a defesa de Virgínia afirmou que as alegações feitas serão contestadas no devido processo legal. O advogado Sanderson Mafra ressaltou que a responsabilização deve depender de provas concretas. Por outro lado, a Blaze declarou que atua em conformidade com as normativas legais e está disposta a se manifestar quando notificada sobre o caso.












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