Bolsa brasileira atinge maior nível desde maio com alta de quase 3%

Bolsa brasileira atinge maior nível desde maio com alta de quase 3%

O mercado financeiro brasileiro apresentou um desempenho notável na última sexta-feira, 10 de julho, com a bolsa de valores subindo quase 3%. A alta foi impulsionada por fatores externos e pela divulgação de dados de inflação que vieram abaixo do esperado, resultando no maior patamar do índice desde maio.

Desempenho do mercado e queda do dólar

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a junho, divulgado no mesmo dia, revelou uma inflação de apenas 0,16%, inferior às expectativas do mercado. Essa desaceleração inflacionária fortaleceu a perspectiva de cortes na taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira, contribuindo para a valorização do Ibovespa.

Com essa valorização, o Ibovespa fechou em 177.866,37 pontos, uma alta de 2,97%, marcando também o maior fechamento desde 14 de maio. Apenas um dos 79 papéis do índice fechou em baixa. O volume financeiro da sessão atingiu R$ 24,99 bilhões. Em relação ao câmbio, o dólar caiu 0,31%, terminando o dia cotado a R$ 5,108, representando a terceira queda consecutiva da moeda americana.

A sequência de queda do dólar se deveu não apenas aos dados de inflação, mas também à tendência de valorização das moedas de emergentes em um mercado mais favorável a ativos de risco, mesmo diante das tensões no Oriente Médio. Os preços do petróleo também apresentaram queda, com o barril do tipo Brent fechando a US$ 76,01, em um cenário em que o mercado continua monitorando a situação no Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo global.

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