Recentemente, um estudo revelou que garimpeiros nas terras indígenas Munduruku, no Pará, estão adotando novas táticas de exploração em resposta a ações governamentais contra a invasão de Terras Indígenas.
Táticas de Exploração em Mudança
A análise do relatório O Circuito Espacial do Garimpo Ilegal no Pós-Desintrusão, desenvolvido pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) em parceria com o Instituto Mãe Crioula, aponta que o uso de equipamentos menores visa evitar a fiscalização e garantir uma recuperação financeira no setor.
A pesquisa destacou que os Munduruku, assim como os Yanomami e os Kayapó, constituem os grupos indígenas mais impactados por essa atividade ilegal. Os dados evidenciam que uma parte significativa do sistema financeiro que apoia a criminalidade também sustenta as operações de extração mineral, gerando confusão entre garimpos artesanais e a mineração em larga escala.
Além disso, a origem da mão de obra nos garimpos é majoritariamente composta por migrantes do Maranhão, revelando uma tendência de migração intrarregional desde 1990. Os trabalhadores alternam entre o garimpo e atividades agrícolas, contribuindo para a dependência econômica das comunidades locais em relação a essa prática. A presença indígena na cidade de Jacareacanga, que abriga uma grande maioria de Munduruku, exemplifica essa dinâmica, onde os indígenas representam 59,1% da população, conforme dados do IBGE de 2022.
O estudo também ressaltou as mudanças nas condições econômicas locais, com o PIB de Jacareacanga se expandindo consideravelmente entre 2014 e 2023, e as ações do governo federal para proteger as terras indígenas, incluindo operações que bloquearam milhões de reais de atividades ilegais.












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