
Recentemente, mulheres de Parauapebas, no sudeste do Pará, têm se destacado como empreendedoras em setores como mel, cerâmica e biojoias, promovendo mudanças significativas em suas vidas e na comunidade.
Empoderamento e empreendedorismo feminino
Essas empreendedoras têm trabalhado a favor da preservação ambiental e da valorização cultural local, contribuindo também para a sua independência financeira. Próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro do mundo, elas utilizam materiais naturais para desenvolver seus produtos e ampliar suas oportunidades de negócio.
A Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA), com cerca de dez anos de atuação, exemplifica esse movimento. Focada em apicultura e meliponicultura, a associação permite que mulheres de diferentes idades, algumas até analfabetas, tenham acesso ao conhecimento e a oportunidades que vão além dos afazeres domésticos. Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras, relata que a associação transformou suas vidas ao proporcionar educação e autonomia.
Atualmente, há um crescente número de negócios liderados por mulheres em todo o Brasil, segundo dados do Sebrae. Este crescimento reflete um aumento na escolarização feminina e na busca por independência financeira. Apesar disso, as mulheres ainda representam menos da metade dos novos empreendimentos no país, e em regiões como o Pará, essa porcentagem é ainda menor.
Projetos voltados para a bioeconomia têm demonstrado seu impacto positivo na sociedade, como o trabalho realizado pela Associação Preciosidades da Amazônia, que transforma sementes em biojoias e empodera suas participantes. Com o suporte de organizações como a Vale e o Sebrae, essas iniciativas não apenas ajudam na geração de renda, mas também promovem a preservação da cultura e da biodiversidade local.
Além delas, o grupo Mulheres de Barro também merece destaque, formado durante um projeto de exploração mineral que resgatou a cerâmica ancestral da região, ensinando as participantes a produzir peças que respeitam a história e o meio ambiente. Os desafios para essas mulheres ainda são muitos, desde o acesso ao crédito até a sobrecarga de responsabilidades, mas suas ações continham um potencial transformador significativo no contexto socioeconômico local.











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