EUA investigam práticas comerciais brasileiras em audiências

EUA investigam práticas comerciais brasileiras em audiências

Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) iniciou audiências públicas para investigar alegações de práticas comerciais desleais envolvendo o Brasil, com foco em diversas áreas que afetam os interesses estadunidenses.

Investigação em dois frentes

A primeira audiência, que ocorre entre os dias 6 e 7 de julho, analisa a proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A avaliação envolve aspectos como comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção e acesso ao mercado de etanol.

A segunda audiência, iniciando no dia 7 e se estendendo até 9 de julho, abrange 60 países e investiga falhas na luta contra o trabalho análogo à escravidão. As reuniões, realizadas em Washington, visam coletar opiniões de representantes dos setores produtivos e do governo dos países envolvidos.

Diversas entidades brasileiras, como a Confederação Nacional da Indústria e a Embraer, estão participando, além do senador Flávio Bolsonaro, que também se inscreveu. A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) discute como a sobretaxa afetaria negativamente as empresas americanas que utilizam produtos brasileiros, destacando que as exportações de rochas naturais para os EUA totalizaram US$ 795 milhões em 2022.

O governo brasileiro se manifestou contra as alegações do USTR, afirmando que não há evidências concretas para justificação de tarifas, destacando que as escolhas políticas do Brasil não devem resultar em penalizações comerciais.

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