O governo brasileiro está engajado em um esforço para estabelecer um acordo tarifário com os Estados Unidos, buscando evitar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras, sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA.
Acordo tarifário em perspectiva
A proposta de tarifa foi tornada pública na última semana e é resultado de uma investigação que alegou práticas comerciais desleais do Brasil. O governo brasileiro contesta essas alegações, afirmando que não são legítimas e que visam uma ingerência em suas políticas internas.
Além disso, o Brasil argumenta que a tarifa média que aplica sobre produtos dos EUA é de apenas 2,7%, o que enfraquece a justificativa para a sobretaxa. Para negociar, o governo estabeleceu um prazo até 15 de julho, embora o tempo possa ser prorrogado.
Entretanto, a negociação enfrenta desafios, como a participação dos EUA em outras discussões tarifárias globalmente e suas amplas demandas em negociações. O Brasil pretende focar apenas nas questões tarifárias, excluindo propostas que possam desviar a atenção da taxa sobre o Pix e outras pautas não relacionadas.
Adicionalmente, uma nova taxa de 10% ou 12,5% imposta a 60 países é considerada um obstáculo, pois parece intransigente e disfarçada sob o argumento de combate ao trabalho análogo à escravidão. Essa taxa impacta aliados dos EUA, incluindo Japão e União Europeia, além do Brasil e Argentina.












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