Ministro da Fazenda é contra compensações por nova jornada de trabalho

Ministro da Fazenda é contra compensações por nova jornada de trabalho

Declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, na última terça-feira (12), durante uma audiência pública, deixaram clara sua posição contrária a quaisquer compensações financeiras a empresas caso sejam aprovadas mudanças na jornada de trabalho, incluindo o fim da escala 6×1.

Redução da jornada em discussão

No contexto das audiências que envolvem a comissão especial da Câmara dos Deputados, duas propostas de emenda à Constituição estão sendo avaliadas. Uma delas sugere uma jornada de quatro dias, enquanto a outra propõe uma gradual redução para 36 horas semanais em um período de dez anos.

O governo federal também apresentou um projeto de lei que visa reduzir a carga horária total para 40 horas e mudar a escala de seis para cinco dias de trabalho por semana. Durigan enfatizou que questões como indenização não devem estar em pauta, afirmando que a titularidade da hora de trabalho pertence ao trabalhador e não às empresas.

Durante sua fala, ele citou exemplos internacionais de países que conseguiram implementar jornadas mais curtas sem compensações financeiras e ainda assim elevaram a qualidade de vida e a produtividade de seus trabalhadores. No entanto, expressou preocupação com possíveis impactos negativos sobre o PIB decorrentes da mudança, segundo estudos citados durante o evento.

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