O Ministério Público de Santa Catarina decidiu arquivar o caso da morte do cão Orelha, que ocorreu em janeiro, após concluir que sua morte não foi causada por agressões de adolescentes, mas sim por uma condição pré-existente. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (12).
Análise detalhada dos fatos
O caso ganhou destaque nacional após a morte de Orelha, um cão comunitário que teria sido cruelmente agredido. A Polícia Civil iniciou investigações e chegou a indicar a internação de um jovem envolvido. No entanto, com base em quase 2 mil arquivos analisados, o MP verificou que os adolescentes não estiveram na mesma localidade que o cão durante o momento da alegada agressão.
A reconstituição dos eventos, realizada pelo MP, revelou discrepâncias temporais significativas, enfocando que não houve a presença do animal na área da suposta agressão. Adicionalmente, as investigações mostraram que o cão estava a cerca de 600 metros de distância e apresentava uma condição de saúde já debilitada, que não era atribuível a atos de violência recente.
Laudos periciais e depoimentos confirmaram a ausência de fraturas ou lesões causadas por terceiros. O exame pós-exumação revelou que Orelha apresentava uma infecção óssea crônica e outros sinais de saúde comprometida, que explicam sua morte. O MP também arquivou um inquérito que investigava coação a testemunhas e requisitou uma apuração de possíveis irregularidades na investigação pela Polícia Civil.












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