Falece o jornalista Raimundo Pereira, ícone da resistência democrática

Falece o jornalista Raimundo Pereira, ícone da resistência democrática

O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira faleceu no último sábado (2) no Rio de Janeiro, deixando um legado marcante na luta pela democracia durante a ditadura militar. Ele tinha 85 anos e foi cremado no bairro Caju.

Luta contra a repressão e contribuição ao jornalismo

Nascido em Exu, Pernambuco, Pereira se destacou na resistência à repressão política desde a juventude. Sua oposição ao regime militar começou quando ele ainda era estudante no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, onde foi expulso devido às suas críticas ao governo.

Após ser preso pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social, ficou encarcerado por uma semana e, posteriormente, foi transferido para a Base Aérea de Guarujá. Após esses eventos, ele se formou em Física na Universidade de São Paulo e iniciou sua carreira como jornalista de maneira inesperada.

Em sua trajetória profissional, Pereira foi redator em várias publicações de prestígio, incluindo Veja, Isto É e Folha da Tarde. Em 1972, tornou-se editor do Opinião, um importante veículo de imprensa alternativa que, em 1975, evoluiu para o jornal Movimento, que se destacou pela atuação em prol da resistência e organização dos movimentos sociais.

Depois do fechamento do Movimento em 1981, que ocorreu após desavenças com o governo Geisel, Pereira retornou à grande imprensa, sempre defendendo os interesses populares e lutando contra a censura. Sua trajetória deixou uma marca indelével na história da resistência democrática no Brasil, sendo descrito como um verdadeiro combatente da informação.

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