
A prefeitura de Dourados, no Mato Grosso do Sul, decretou calamidade em saúde pública devido ao crescimento da epidemia de chikungunya na região. Os registros da doença, que antes eram predominantemente na Reserva Indígena, agora se espalharam para diversos bairros da cidade.
Medidas emergenciais e situação crítica
No dia 20 de março, o prefeito Marçal Filho já tinha assinado um primeiro decreto de emergência em saúde, que foi seguido por outro sobre defesa civil para as áreas afetadas. De acordo com a administração municipal, a situação epidemiológica se tornou crítica, com mais de 6.186 casos prováveis da doença.
A taxa de ocupação de leitos ultrapassa 110%, o que impede uma assistência adequada a pacientes em estado grave. Para enfrentar essa crise, a prefeitura remeteu um novo decreto de calamidade, que tem validade de 90 dias e segue orientações de uma comissão responsável pelo gerenciamento da epidemia.
A vacinação contra chikungunya está programada para começar na próxima segunda-feira, 27 de março. A primeira remessa de vacinas chegou na última sexta-feira. O município está capacitando profissionais de saúde para garantir que a população receba as informações adequadas antes da vacinação.
O Ministério da Saúde determinou que a vacina deverá ser administrada apenas em adultos entre 18 e 60 anos. A meta é imunizar cerca de 43 mil pessoas, representando 27% da população-alvo. Além disso, há restrições quanto à vacinação para gestantes, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades específicas.
Antes da vacina ser aplicada, os pacientes deverão passar por uma avaliação médica. As doses serão distribuídas para diversas unidades de saúde, incluindo pontos de vacinação drive-thru previstos para o feriado de 1º de maio. A vacina foi aprovada pela Anvisa em abril de 2025 e será disponibilizada em várias regiões do país ao longo dos próximos anos.
Até o momento, Dourados registrou 4.972 casos prováveis de chikungunya e confirmou 2.074 casos. O Ministério da Saúde liberou R$ 900 mil para fortalecer as ações de controle e vigilância da doença no município. A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e, no Brasil, sua prevalência aumentou significativamente nos últimos anos.











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