
Um novo relatório da Unesco, divulgado em Paris no dia 21, enfatiza a relevância dos sítios protegidos para o meio ambiente e as comunidades locais.
Contribuições ambientais e sociais dos sítios da Unesco
Dentre os locais mencionados na pesquisa, o Brasil abriga o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e o Parque Nacional do Iguaçu, ambos reconhecidos pela Unesco por seus significados ambientais e culturais. Enquanto o Lençóis Maranhenses foi incluído na lista do Patrimônio Mundial em julho de 2024 durante a 46ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, o Parque Nacional do Iguaçu já consta na lista desde 1986.
O relatório ressalta a biodiversidade desses lugares, apontando que o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses abriga espécies ameaçadas, como o peixe-boi-marinho e o guará, e conta com milhares de espécies de plantas e animais. Mesmo com a diminuição de 73% das populações de vida selvagem globalmente desde 1970, áreas protegidas como essas se mantêm relativamente estáveis.
O levantamento mostra que os sítios da Unesco representam mais de 60% das espécies catalogadas no planeta e armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono. Contudo, a pressão ambiental sobre essas regiões tem aumentado, com quase 90% sob alto estresse ambiental. Se não forem tomadas medidas decisivas, muitas dessas áreas podem alcançar pontos críticos até 2050.
A Unesco defende a ampliação de esforços para incluir esses sítios nas políticas climáticas globais, apontando que apenas 5% dos planos nacionais sobre clima consideram esses locais. A organização recomenda ações focalizadas em restaurar ecossistemas e fortalecer a cooperação entre nações para preservar o patrimônio natural e cultural.











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