A violência, tanto física quanto verbal, contra crianças ainda é uma realidade alarmante no Brasil, conforme indica uma pesquisa recente feita pela Quaest para o Instituto Infinis. Apesar de a maioria das pessoas acreditar que o diálogo é a melhor abordagem na educação infantil, muitas admitem ter se utilizado de formas agressivas de disciplina.
Dados revelam preocupante panorama
Casos extremos de violência são considerados exceção, mas alarmam a sociedade, como o incidente em Francisco Beltrão (PR), onde um pai foi flagrado agredindo a filha. Nos primeiros quatro meses de 2026, o Ministério dos Direitos Humanos registrou mais de 115 mil denúncias de violações contra crianças e adolescentes, em um contexto que envolve cerca de 55 milhões de jovens no Brasil.
A pesquisa constatou que, embora nove em cada dez entrevistados reconheçam o diálogo como a forma mais eficaz de educar, 62% deles já gritaram com crianças, enquanto 49% admitiram ter dado tapas. É evidente um descompasso entre a percepção de educação ideal e a realidade das práticas parentais. A pesquisa anterior, realizada em 2023, já refletia esse paradoxo.
O estudo também apontou que, mesmo com a consciência sobre a importância da educação, uma parte significativa da população, 61%, considera aceitável que crianças trabalhem. Cerca de 71% dos entrevistados desconheciam leis que garantem proteção infantil. A versão integral da pesquisa será divulgada em setembro durante um fórum sobre políticas de saúde na infância, sublinhando a necessidade urgente de ação e conscientização em relação à violência contra crianças.












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