
A mineradora americana USA Rare Earth (USAR) anunciou na última segunda-feira (20) a aquisição da empresa brasileira Serra Verde, especializada na extração de terras raras, em um negócio avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões.
A importância da Serra Verde no mercado de terras raras
Localizada em Minaçu, Goiás, a Serra Verde opera a mina de Pela Ema, única produtora de argilas iônicas no Brasil e que fornece terras raras críticas fora da Ásia, como Disprósio, Térbio e Ítrio. A mina já está em operação desde 2024, mas a produção é considerada modesta e a expectativa é que dobre até 2030.
O negócio permitirá à USAR e à Serra Verde estabelecerem uma cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã, com a intenção de expandir suas operações globalmente. As terras raras extraídas são fundamentais em diversas indústrias, incluindo a fabricação de ímãs permanentes usados em veículos elétricos e turbinas eólicas.
Além disso, foi firmado um contrato de fornecimento de 15 anos, assegurando a venda de 100% da produção da Fase I para uma Empresa de Propósito Específico (SPV), que será sustentada por várias agências do governo dos Estados Unidos e fontes de capital privado. Essa estratégia visa garantir um fluxo de receita estável para a Serra Verde, reduzindo riscos financeiros e fomentando seu desenvolvimento.
Com essa aquisição, a USAR e a Serra Verde pretendem criar uma multinacional robusta, com operações no Brasil e em países como EUA, França e Reino Unido. A movimentação do mercado foi positiva, com um aumento de mais de 8% nas ações da USAR na Nasdaq após o anúncio da negociação. A equipe da Serra Verde será mantida, com dois de seus executivos assumindo posições na diretoria da empresa americana.











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