Um estudo revela que a inclusão digital no Brasil está aquém do necessário, evidenciada pela realidade da comunidade do Pilar, em Recife.
Divisão tecnológica entre classes sociais
A comunidade do Pilar, situada próxima ao Porto Digital, um dos centros tecnológicos do Brasil, enfrenta um déficit significativo em acesso à tecnologia e internet. Mesmo vivendo ao lado de um polo de inovação, os moradores ainda precisam lidar com barreiras que vão além do espaço físico.
Uma pesquisa realizada pela comunidade com apoio da Universidade das Nações Unidas indicou que 73% dos residentes do Pilar são negros, e 76% são liderados por mulheres, sendo que a maioria depende de renda informal. Apesar do avanço no acesso à internet no Brasil, que atingiu 90,5% em 2025, a realidade é distinta na comunidade, onde a escassez de equipamentos e conexão de qualidade é alarmante.
Um aspecto crítico destacado é que 59,2% dos lares não possuem computadores, o que prejudica a capacidade dos jovens de serem incluídos no ambiente acadêmico e tecnológico, como demonstrado pela experiência de Eurídize Lima, que interrompeu seus estudos devido à falta de um laptop.
A existência de serviços e cursos nas proximidades não alcança a população local, que enfrenta dificuldades em acessar oportunidades educacionais devido à limitação de internet móvel e custos elevados dos equipamentos. A integrantes da comunidade pedem ao Porto Digital uma maior inclusão das populações próximas em suas iniciativas de inovação e tecnologia.












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