Desigualdade no desemprego: pretos enfrentam taxas 55% maiores que brancos

Desigualdade no desemprego: pretos enfrentam taxas 55% maiores que brancos

A mais recente pesquisa do IBGE revelou que a taxa de desemprego de pessoas pretas alcançou 7,6% no primeiro trimestre de 2026, significativamente acima da média nacional.

Contexto sobre o desemprego racial no Brasil

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada em 14 de abril de 2026, destaca que essa taxa é 55% maior quando comparada à dos brancos, que é de 4,9%. Essa diferença representa um aumento em relação aos trimestres anteriores, quando a disparidade era de 52,5% e 50% nos anos anteriores.

A situação dos pardos também apresenta uma desigualdade, com uma taxa de 6,8% que é 38,8% maior do que a dos brancos. Desde o início da série histórica em 2012, a diferença no desemprego de negros em relação a brancos teve altos e baixos, tendo a maior disparidade registrada durante o pico da pandemia, em 2020.

O analista William Kratochwill sugere que a discrepância entre os grupos reflete problemas estruturais que não se limitam à cor da pele, mas podem incluir fatores como educação e localização geográfica. A Pnad também evidencia a questão da informalidade no trabalho, onde a taxa para os pretos é de 40,8%, superior à de brancos, que é 32,2%. Além disso, a pesquisa mostra que a taxa de desemprego das mulheres é 43,1% maior comparada aos homens, e os jovens entre 14 a 17 anos apresentam uma das maiores taxas de desocupação: 25,1%.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *