Em demanda por diálogo, alunos da Universidade de São Paulo (USP) mantêm a ocupação da reitoria desde a última quinta-feira, com a expectativa de reabrir negociações com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado. A decisão de ocupar o local foi impulsionada pelo encerramento unilateral das conversas pela reitoria nesta semana, sem atender a várias reivindicações dos estudantes.
Principais exigências dos estudantes
Os alunos buscam melhorias significativas, como o aumento no valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), além de melhorias nas moradias e bandejões. A precariedade das condições de moradia e alimentação gerou insatisfação e, segundo os estudantes, o Conjunto Residencial da USP apresenta sérios problemas, como falta de água e infestações de mofo.
Os problemas nos bandejões têm sido igualmente preocupantes, com relatos de refeições estragadas e a presença de larvas na comida servida. Recentemente, o reitor предложeu um modesto aumento de R$ 27 no valor do auxílio permanente, considerado insuficiente pela comunidade estudantil. Com um orçamento de R$ 9 bilhões para 2026, os estudantes questionam a prioridade dada à bonificação dos professores, em contraste com suas demandas urgentes.
A ocupação se encerrará somente quando a reitoria aceitar reiniciar as conversas. Os alunos ressaltam a diferença entre suas experiências diárias na universidade e a realidade dos professores e gestores, enfatizando a necessidade de serem ouvidos.
A reitoria, em resposta à ocupação, lamentou os danos ao patrimônio e mencionou a atuação das forças de segurança para evitar novas ocupações, buscando a preservação de espaços e bens. Apesar das tensões, a gestão da USP se diz comprometida com o bem-estar da comunidade acadêmica e alegou realizar reuniões dialogais antes da ocorrência da ocupação.












Deixe um comentário