A oposta Tifanny, jogadora do Osasco São Cristóvão Saúde, se pronunciou sobre a nova regra da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que restringe a participação de atletas trans no vôlei feminino. Em seu depoimento, feito após a estreia da equipe no Campeonato Paulista, ela classificou a medida como um “enorme retrocesso”.
Pronunciamento e repercussão da nova política
Tifanny, que tem 41 anos e é a primeira atleta transgênero a atuar na Superliga, afirmou que a nova política da CBV, que exige que atletas sejam designadas mulheres ao nascer, afeta não só a ela, mas também seu clube e torcedores. Ela ressaltou que a decisão remete a tempos de discriminação, lembrando práticas de testes vexatórios do passado.
A jogadora enfatizou que não desistirá de sua carreira e que tomará medidas para garantir visibilidade e inclusão para pessoas trans no esporte. Apesar de sua contribuição significativa durante a partida, onde marcou 19 pontos, o Osasco acabou perdendo por 3 sets a 2 para o Pinheiros.
A nova regra, que entrou em vigor após o anúncio na última sexta-feira (14), exige que as atletas cumpram critérios como a apresentação de um teste negativo para o gene SRY, alinhando-se a recomendações do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol. Tifanny já havia competido sob a regulamentação anterior, que permitia a participação com controle dos níveis de testosterona.












Deixe um comentário