A Doença Renal Crônica (DRC) já afeta mais de 20 milhões de brasileiros, e um estudo recente alerta para um subdiagnóstico desse problema urgente. Realizada em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, a pesquisa sugere que o número real de pacientes pode ser muito maior.
Exames de Diagnóstico e Prevenção
Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que 170 mil pessoas no Brasil dependem de terapia renal substitutiva. A pesquisa, realizada com mais de 14 mil pessoas, revelou que a realização de exames essenciais para o diagnóstico da DRC, como a creatinina no sangue e a albuminúria, é extremamente baixa.
Menos de 5% dos participantes que fizeram o exame de creatinina também tiveram a albuminúria solicitada, mesmo após campanhas de rastreamento. Essa falta de diagnóstico precoce pode levar não apenas à progressão da doença, mas também a complicações cardiovasculares e redução na qualidade de vida, com a possibilidade de diálise em estágios avançados.
A irrelevância de práticas de rastreamento para a DRC preocupa especialistas, que enfatizam a importância de identificar a doença em seus primeiros estágios. Instituições renomadas, como a Universidade Estadual de Campinas e a Escola Bahiana de Medicina, colaboraram na pesquisa publicada no Brazilian Journal of Nephrology.












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