Um estudo recente do MapBiomas revelou que, em 41 anos, a vegetação nativa do Brasil diminuiu para 65% do território nacional. A divulgação ocorreu na última quarta-feira (12) e destaca os riscos climáticos enfrentados pelo país, especialmente em relação ao fenômeno El Niño.
Impactos climáticos e redução de biomas
Durante as últimas quatro décadas, as áreas florestais bem preservadas demonstraram resiliência frente ao El Niño, que provoca alterações climáticas severas na América do Sul. A nova coleção de mapas do MapBiomas abrange dados de 1985 a 2025 e analisa os efeitos desse fenômeno em três momentos críticos: 1997/98, 2015/16 e 2023/24.
Os resultados mostraram que a Amazônia foi o bioma mais impactado, com uma significativa redução na precipitação, atingindo áreas de agropecuária que sofreram uma diminuição de 178 milímetros em relação à média histórica. O Pantanal registrou o ano mais seco da série em 2024 devido aos efeitos do último El Niño, enquanto o Cerrado e a Mata Atlântica enfrentaram o aumento da intensidade das secas.
A análise revelou que, entre 1985 e 2025, o desmatamento contínuo levou a uma perda de 65 milhões de hectares na vegetação nativa. A agropecuária avançou, ocupando 32% do território em 2025, em comparação com apenas 18% em 1985. As áreas de pastagem e agricultura expandiram-se significativamente, resultando em diminuições consideráveis nos biomas da Amazônia e do Cerrado.












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