A pressão social contra a proposta de venda de terras argentinas a estrangeiros levou o governo de Javier Milei a recuar e suspender a votação, que estava marcada para o dia 6 de outubro de 2023.
Mobilizações ampliam protestos e rejeição à proposta
O projeto, que gerou ampla controvérsia, buscava ampliar o limite de terras que poderiam ser adquiridas por estrangeiros de 15% para 25% em cada província. A proposta ganhou destaque em meio a mobilizações que uniram diversos setores da sociedade argentina, incluindo artistas e jogadores de futebol.
A ideia de estrangeirização das terras lembrou a histórica disputa pelas Malvinas, mobilizando o sentimento nacionalista e gerando forte oposição, especialmente de governadores e de figuras notórias do país. A realização de protestos em Buenos Aires, com a presença de ambientalistas e artistas conhecidos, ressaltou o descontentamento popular com a proposta.
Embora o governo tenha decidido retirar a proposta da pauta, um outro projeto que permite a venda de áreas protegidas pós-incêndios continua sob consideração. Especialistas alertam que estas mudanças podem abrir precedentes perigosos para a questão ambiental e para a soberania nacional. A Casa Rosada afirma que reavaliará a questão, mas sem uma data prevista para nova apreciação no Senado.












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