A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro alegou ao Supremo Tribunal Federal que ele não sabia da publicação de uma carta feita pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
Justificativa para a suspensão das visitas
A declaração foi feita em resposta a um pedido de esclarecimento do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu as visitas de Flávio a Jair Bolsonaro enquanto este se encontra em prisão domiciliar. Moraes argumentou que o ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais, mesmo que indiretamente.
Os advogados afirmaram que não houve qualquer combinação ou orientação de Bolsonaro sobre a postagem da carta. Destacaram que seu cliente tem cumprido com todas as restrições determinadas pela justiça desde o início da prisão domiciliar e que pretende seguir essa conduta rigorosamente. Após essa manifestação, o ministro Alexandre de Moraes pediu uma resposta da Procuradoria-Geral da República no prazo de cinco dias.
Além disso, Moraes analisará se houve descumprimento da proibição em relação ao uso de redes sociais, podendo decidir pelo retorno de Bolsonaro ao presídio. Em 2022, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em um processo relacionado a uma tentativa de golpe, mas teve a sentença convertida em prisão domiciliar após uma cirurgia, enquanto se recupera de uma pneumonia.












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