Hoje, 6 de novembro, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) organiza uma audiência pública em Washington para discutir a proposta de imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Expectativa em torno da audiência
A sessão, que deve se estender até amanhã, conta com a participação de aproximadamente 40 entidades e empresas, tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos. Entre os representantes do Brasil, estão a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé), e outros, incluindo a Embraer e o senador Flávio Bolsonaro.
A investigação do USTR, iniciada em julho de 2025, analisa práticas comerciais brasileiras sob seis tópicos principais, incluindo comércio digital e tarifas preferenciais. Cada participante terá cinco minutos para apresentar suas opiniões e será questionado pelos representantes do USTR após suas falas.
O governo brasileiro já contestou as alegações do USTR, afirmando que as práticas comerciais do Brasil não prejudicam os Estados Unidos. O Itamaraty solicitou que os EUA evitem imposições unilaterais enquanto a investigação ocorre, argumentando que não há justificativa legal para as tarifas propostas, ressaltando que a legislação americana não permite ações unilaterais apenas por divergências de política.












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