Recentemente, documentos, manuscritos e textos de Luiz Gama foram submetidos à Unesco visando o reconhecimento como Patrimônio Documental da Humanidade. A candidatura foi formalizada em 26 de novembro de 2025 pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Arquivo Nacional.
Um legado abolicionista
Luiz Gama, destacado abolicionista, libertou mais de 500 pessoas escravizadas através de sua atuação jurídica e é reconhecido como uma figura histórica essencial na luta contra a escravidão no Brasil. Nascido livre, Gama enfrentou uma vida marcada pelo preconceito, o que dificultou sua formação acadêmica em Direito, mas o levou a se destacar como rábula.
A pesquisa da acadêmica Lígia Fonseca Ferreira destaca a importância do contexto vivenciado por Gama. Ele transformou sua experiência pessoal em uma luta pela liberdade de muitos. Os documentos submetidos documentam essa trajetória, incluindo cartas de alforria e registros de identidade de ex-escravizados. O Arquivo Público do Estado de São Paulo organizou o material para a candidatura, que, se aprovada, será um marco para a história do Brasil.
O título da candidatura é “Presença Negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade” e foi preparado em conjunto com a equipe do APESP, levando entre sete e oito meses para ser finalizado. Além disso, Gama é lembrado por sua luta na Questão Netto, um processo histórico de libertação de escravizados, mostrando sua constante busca pela justiça e igualdade nos direitos humanos.












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