No contexto de mudanças políticas significativas, as edições regionais de O Pasquim, lançadas em 1986 em São Paulo e Rio Grande do Sul, agora estão disponíveis em formato digital. A digitalização, resultante de um esforço voluntário, permite que a nova geração conheça este emblemático jornal alternativo brasileiro.
Memória e relevância do Pasquim
O Pasquim começou sua trajetória no Rio de Janeiro durante a ditadura militar, trazendo uma abordagem crítica e irreverente. As edições regionais, embora breves, refletem as particularidades culturais e políticas de suas localidades. Celebrando quatro décadas de sua criação, as 114 edições regionais agora estão acessíveis no acervo da Biblioteca Nacional Digital.
O projeto de digitalização foi liderado por Fernando Coelho dos Santos, que, após a aposentadoria, decidiu dedicar seu tempo a preservar a história do Pasquim. O acervo digitalizado inclui também as 1.072 edições originais do jornal, considerado essencial para o jornalismo brasileiro.
Os editores das franquias regionais, como Paulo Markun e Flávio Braga, destacam a importância do Pasquim em um período onde a liberdade de expressão ainda estava em construção. Apesar de sua curta duração, a influência do jornal permanece viva, evidenciada por suas pautas locais e por uma linha editorial que desafiava as normas de seu tempo, refletindo a diversidade e a contracultura de seu público.












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