O encontro nacional de mulheres quilombolas no Gama, DF, reuniu mais de 500 participantes para discutir proteção e justiça climática. A reunião marca os 30 anos da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e apresentou um plano emergencial com 85 páginas voltado à proteção das defensores dos direitos humanos.
Objetivos do plano de proteção
O plano emergencial aponta para a necessidade de políticas públicas adequadas, garantias de proteção coletiva e análise de gênero e raça. Demandas centrais incluem a valorização de saberes quilombolas e a melhoria da infraestrutura nas comunidades.
A coordenadora do Coletivo de Mulheres da Conaq, Selma Dealdina, afirmou que o documento visa combater os conflitos agrários e ambientais que ameaçam as lideranças femininas. O plano contempla ações imediatas, como formações políticas e cartilhas pedagógicas.
Durante o evento, também foi apresentado o documentário “Cafuné”, que retrata a realidade das lideranças ameaçadas e a luta por justiça, além da importância da ancestralidade e resistência das mulheres quilombolas diante das mudanças climáticas. O lema do encontro destaca a necessidade de unir estratégias para preservar os biomas e fortalecer o papel das mulheres na produção nas comunidades.












Deixe um comentário