Vacinas contra dengue do Butantan devem ser armazenadas

Vacinas contra dengue do Butantan devem ser armazenadas

As vacinas do Butantan contra a dengue devem ser mantidas em estoque pelos municípios e estados, anunciou Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. A orientação é válida até que novas diretrizes sejam emitidas pela pasta.

Suspensão temporária da vacinação

A medida foi tomada após o registro de 42 reações adversas graves e duas mortes supostamente ligadas ao imunizante, que estão sendo investigadas. Em decorrência disso, o Ministério da Saúde decidiu suspender temporariamente a aplicação da vacina na última segunda-feira (8) para garantir a segurança dos vacinados.

Gatti esclareceu que os imunobiológicos devem ser mantidos em reserva nas redes de frio dos estados, sem novas distribuições no momento. Mais de 501 mil pessoas foram vacinadas até 30 de maio, principalmente em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), além da região de Araguaína (TO). Os sintomas das reações adversas incluem dor abdominal, vômitos persistentes e episódios de sangramento.

O programa de imunização identificou os casos adversos durante a vigilância de rotina, e a suspensão serve como uma precaução até que a situação seja esclarecida. O Ministério reforçou que isso não compromete a eficácia da vacina, que continua sendo capaz de prevenir a dengue em 65% dos casos e mais de 80% das hospitalizações.

Um comitê de especialistas será convocado para analisar a situação e determinar novos passos. Enquanto isso, a vacina Qdenga, de outro laboratório, segue sendo administrada normalmente em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, sem alertas de segurança.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *