Recentemente, manifestações no Quênia contra a construção de um centro para quarentena de estadunidenses expostos ao ebola resultaram na morte de três pessoas. As retaliações ocorrem em um contexto de preocupação da população local com a saúde pública.
Repercussões do acordo EUA-Quênia
O Quênia, que possui cerca de 56 milhões de habitantes e faz fronteira com Uganda, um dos países afetados pelo surto de ebola, tem se tornado alvo de tensões. A organização Mundial da Saúde (OMS) identificou o país como um território suscetível à contaminação.
Os protestos culminaram na capital, Nairóbi, onde manifestantes reclamavam do acordo entre os governos dos EUA e do Quênia, que visa a instalação de um centro de quarentena. As pessoas pedem transparência e segurança quanto à operação, especialmente após a morte de um jovem em ato de protesto nas ruas.
A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos, Natalia Fingermann, ressaltou que, embora não haja casos registrados de ebola no Quênia até o momento, o temor da população cresce com a criação do centro, resultado de um pacto com o governo de Donald Trump, cujos detalhes permanecem em segredo. A instalação do centro estava prevista para a região de Laikipia, cerca de 150 km da capital.
Recentemente, o Tribunal Superior de Nairóbi suspendeu a construção do centro, decidindo que a entrada de pessoas expostas ao vírus no país deve ser proibida imediatamente. A Embaixada dos EUA declarou estar trabalhando para superar barreiras à colaboração entre os dois países na luta contra a doença.
Nesse cenário, o clima de protestos se intensifica, com a população também insatisfeita com o aumento dos preços dos combustíveis, uma questão que vem influenciando as tensões sociais no Quênia. Até agora, o surto de ebola na República Democrática do Congo já registrou 626 casos confirmados e 112 mortes.












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