No Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho, ambientalistas ressaltam a importância do carbono azul na mitigação do aquecimento global. Especialistas apontam que os ecossistemas marinhos, como manguezais e pradarias, estão entre os principais aliados nessa luta.
Importância dos ecossistemas marinhos
O conceito de carbono azul refere-se ao dióxido de carbono capturado por ambientes costeiros, que atuam como sumidouros. Segundo dados da SOS Oceano, os oceanos absorvem cerca de 30% das emissões globais de CO₂, além de serem responsáveis pela produção de mais da metade do oxigênio disponível na atmosfera.
O Brasil, com o maior sistema contínuo de manguezais do mundo, possui uma localização estratégica para liderar iniciativas de conservação e combate às mudanças climáticas. Entretanto, a atenção ao oceano ainda é menor que a dedicada a outros biomas, como a Amazônia.
A crescente procura por projetos que envolvem o carbono azul levanta discussões sobre os direitos das comunidades locais. A conservação deve ser acompanhada do reconhecimento dos direitos territoriais e da participação das populações na gestão desses recursos. A degradação desses ecossistemas compromete serviços vitais, liberando carbono armazenado e impactando a biodiversidade.
A proteção dos oceanos vai além de medidas ambientais; envolve garantir empregos e a segurança alimentar de milhões de pessoas. No Brasil, aproximadamente 1,7 milhão de pescadores artesanais dependem da saúde dos ecossistemas marinhos.
Organizações como a WWF Brasil propõem ações para fortalecer as áreas marinhas protegidas, conservar recifes de coral e promover uma governança eficiente dos oceanos tanto em nível nacional quanto internacional.












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