Neste domingo, 7 de outubro, cerca de 27 milhões de eleitores do Peru vão escolher seu nono presidente em uma década marcada por instabilidade política.
Disputa acirrada entre candidatos
No segundo turno, a candidata direitista Keiko Fujimori, que obteve 17,1% dos votos no primeiro turno, enfrenta o esquerdista Roberto Sánchez Palomino, que recebeu 12,0% dos votos.
A polarização em torno de Fujimori é significativa, já que ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por violação de direitos humanos. Salvador Schavelzon, professor da Unifesp, destaca que a eleição gera divisão devido ao legado do pai da candidata.
Por outro lado, Sánchez promete uma reforma constitucional e ampliação de direitos, além de ser visto como uma representação do voto anti-fujimorista. Sua ascensão pode alterar a correlação de forças políticas na região e afetar as relações do Peru com os Estados Unidos.
Historicamente, o país enfrenta crises constantes, sendo que seu último presidente a completar um mandato foi Ollanta Humala, que deixou o cargo em 2016. Desde então, o cenário político se agravou com a prisão e destituição de diversos líderes.












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