Com um aumento considerável nos níveis de obesidade, esse fator passou a ser o principal risco à saúde no Brasil, segundo um estudo recente.
Mudanças no cenário de riscos para a saúde
O levantamento, parte do Estudo Global sobre Carga de Doenças, revelou que a hipertensão agora é o segundo maior fator de risco, seguida pela glicemia elevada. As alterações nos hábitos alimentares e de atividade física ao longo das últimas décadas têm influenciado essas estatísticas.
Alexandre Hohl, endocrinologista e membro de instituições de saúde relevantes, enfatiza que a obesidade é uma doença crônica que aumenta riscos de várias condições graves, além de ser um grande desafio para as políticas de saúde pública. Historicamente, a hipertensão e o tabagismo ocupavam posições mais altas nas listas de riscos, mas em 2023, a situação mudou significativamente.
Comparando dados de 1990 e 2023, a obesidade cresceu 15,3% em termos de risco atribuído, enquanto outros fatores como poluição e tabagismo tiveram reduções significativas. Em contraste, a violência sexual na infância aumentou notavelmente no ranking de riscos, destacando questões sociais graves que precisam de atenção.












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