Aumento nas previsões do mercado financeiro aponta para uma inflação de 4,91% este ano, de acordo com o último Boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (11).
Pressões externas influenciam projeções econômicas
A revisão aponta a ascensão do IPCA, índice que mede a inflação oficial, que subiu da previsão anterior de 4,89%. O fator decisivo para essa alteração foi a guerra no Oriente Médio, que impactou os preços de combustíveis e alimentos.
Esta é a nona semana consecutiva em que as estimativas para o IPCA são revistas para cima, ficando além do limite estabelecido pela meta do Banco Central, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5% para mais ou para menos. Em março, os preços de alimentação e transportes impulsionaram a alta, resultando em uma inflação mensal de 0,88%.
Quanto à taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano, os cortes realizados pelo Comitê de Política Monetária visam controlar a inflação, mesmo com a pressão global sobre os preços. As previsões para 2027 a 2029 sugerem uma possível redução gradual da Selic, enquanto a expectativa de crescimento do PIB se mantém em 1,85% para este ano.
Além disso, a cotação do dólar é projetada para fechar 2023 em R$ 5,20, com uma leve alta para R$ 5,30 ao final de 2027.












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