O drama do aborto legal na Argentina ganhou destaque com o filme Belén, dirigido por Dolores Fonzi, que concorre ao Prêmio Platino Xcaret, considerado o Oscar do cinema ibero-americano, neste sábado (9), no México.
Contexto da luta pelo aborto na Argentina
A trama é baseada em um caso real de uma jovem que, após sofrer um aborto espontâneo, foi acusada injustamente de homicídio e encarcerada por cerca de dois anos até sua libertação, que mobilizou uma grande manifestação de mulheres. O filme busca aprofundar a discussão sobre os direitos sexuais e reprodutivos no país.
Dolores Fonzi, em entrevista à Agência Brasil, ressaltou que, mesmo com a legalização do aborto, as restrições orçamentárias dificultam o acesso das mulheres aos serviços de saúde. Ela destacou que o custo de um aborto medicamentoso é elevado e, consequentemente, um impedimento para as mulheres de baixa renda.
Além disso, o filme já passou por diversas exibições em escolas e comunidades, despertando interesse entre os jovens. A produção procura combater a negligência e a falta de direitos enfrentados por mulheres em situações de emergência obstétrica, além de criticar o sistema judiciário que falhou nas resoluções de casos como o de Belén.












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