Recentemente, mais de 90 perfis de redes sociais que disseminaram vídeos do estupro coletivo de dois menores em São Paulo foram excluídos por autoridades e organizações. A ação ocorreu após o crime, que foi registrado no final de abril, e gerou grande repercussão.
Ação conjunta para a remoção de conteúdos impróprios
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) trabalhou em parceria com o National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC) para identificar perfis que compartilhavam o material. A SSP ressaltou que até mesmo aqueles que pretendiam ajudar ao divulgar os vídeos estavam cometendo uma infração, conforme as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente.
A delegada chefe do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), Lisandrea Salvariego Colabuono, destacou a criação de perfis falsos como evidência do crime. A divulgação de conteúdo relacionado a abusos infantis pode resultar em pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa. As investigações para encontrar autores dessas divulgações continuam.
O estupro coletivo, que ocorreu no dia 21 de abril, vitimou dois meninos de 7 e 10 anos. Eles foram atraídos por cinco homens para um local onde sofreram o crime. Após a divulgação do ato, a irmã de uma das vítimas reconheceu os meninos nos vídeos e fez a denúncia. Os criminosos foram presos e, segundo a SSP, os casos de estupro de vulnerável em São Paulo apresentaram um aumento significativo em comparação aos anos anteriores.












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