Aumento de casos de gripe e VSR é apontado pela Opas

Aumento de casos de gripe e VSR é apontado pela Opas

Recentemente, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) divulgou um alerta referente à elevação de casos de gripe e do vírus sincicial respiratório no Hemisfério Sul, em decorrência do início da temporada de maior circulação de patógenos respiratórios.

Cenário atual e recomendações de saúde

A instituição observou uma predominância da gripe causada pela variante K do vírus Influenza H3N2, que teve sua primeira identificação no ano passado durante o inverno do Hemisfério Norte e foi associada a transmissões prolongadas. De acordo com a Opas, a atividade do vírus, embora ainda baixa, apresenta sinais de crescimento em diferentes países da América do Sul.

O alertado inicialmente pela Opas, na última segunda-feira (27), destaca a necessidade de preparação das nações do Hemisfério Sul para uma temporada com possíveis picos de hospitalizações. Com a taxa de positividade para a Influenza aumentando no Brasil, passando de 5% para 7,4%, a organização ressaltou que 72% dos testes realizados mostraram a circulação da variante K.

Adicionalmente, a Opas alertou sobre a crescente circulação do VSR, que é uma preocupação especial em relação à saúde infantil. A combinação do aumento da circulação do VSR, da Influenza e da presença de Covid-19 pode impactar significativamente a capacidade dos serviços de saúde. Dada essa situação, recomenda-se a intensificação das campanhas de vacinação, com atenção especial às crianças, idosos e gestantes.

No Brasil, a vacinação contra a gripe está em andamento, priorizando os grupos mais vulneráveis e, ainda, são oferecidas vacinas contra o VSR para gestantes visando proteger os recém-nascidos. Para enfrentar a expansão dos vírus, a Opas também incentiva a adoção de medidas de higiene e cuidados respiratórios, como a lavagem frequente das mãos e a permanência em casa de pessoas com sintomas.

Recentemente, o Boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz indicou que 24 estados brasileiros estão em alerta para a síndrome respiratória aguda grave, com uma notável elevação de casos confirmados. Em 2026, mais de 46 mil casos de SRAG foram registrados no Brasil, com infecções virais confirmadas em 44,3% dos casos.

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