Voto de presos provisórios na mira das próximas eleições

Voto de presos provisórios na mira das próximas eleições

Apenas uma fração das pessoas em regime provisório conseguiu exercer seu direito ao voto nas últimas eleições, com apenas 3% participando do pleito.

Desafios para a participação eleitoral

A legislação brasileira assegura o direito ao voto para presos provisórios e adolescentes internados, mas a realidade nas urnas indica dificuldades significativas para esses grupos. A defasagem na quantidade de sessões eleitorais em estabelecimentos prisionais e a falta de documentos adequados para alistamento são obstáculos principais.

Em 2022, um estudo da Defensoria Pública da União revelou que, em um universo de quase 13 mil presos elegíveis, somente 3% conseguiram votar. Para as eleições municipais de 2024, o quadro se agravou, com a participação reduzida a cerca de 6 mil presos, apesar de existirem mais de 200 mil detentos provisórios no país, conforme apontou o advogado Ariel de Castro Alves da OAB São Paulo.

Dados do Conselho Nacional de Justiça afirmam que há 200,4 mil presos provisórios e 11.680 adolescentes em internação no Brasil. O alistamento para o voto pode ser solicitado até 6 de maio, e o direito é garantido pela Constituição, desde que o indivíduo não tenha condenação transitada em julgado.

Em recente decisão, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral reafirmaram por unanimidade que as restrições da Lei Raul Jungmann, que poderia impactar o direito ao voto dos presos, não se aplicam às eleições deste ano devido ao seu recente lançamento.

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