
No primeiro trimestre de 2026, o consumo em supermercados no Brasil cresceu 1,92%, conforme relatório divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) na quinta-feira (23).
Contexto do aumento no consumo
O mês de março mostrou um desempenho ainda mais positivo, com alta de 6,21% em comparação a fevereiro e 3,20% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A Abras atribui esse crescimento à antecipação de compras para a Páscoa e ao efeito de fevereiro, um mês mais curto.
A entrada de recursos na economia, incluindo benefícios do Bolsa Família que chegaram a 18,73 milhões de lares, também contribuiu. Os pagamentos do PIS/PASEP injetaram aproximadamente R$ 2,5 bilhões no mesmo período, aumentando o poder de compra das famílias.
A cesta de compras, composta por 35 produtos, registrou um aumento de 2,20% em março, resultando em um valor médio de R$ 820,54. Entre os produtos que mais subiram, destacam-se o feijão e o leite longa vida, cujos aumentos foram de 15,40% e 11,74%, respectivamente.
Por outro lado, itens como açúcar e café apresentaram queda. Em termos regionais, a maior alta foi notada no Nordeste, onde a cesta passou de R$ 720,53 para R$ 738,47.
O prognóstico para o segundo trimestre é similar, com a expectativa de que o consumo continue a crescer, impulsionado pelo 13º salário e restituições do Imposto de Renda, resultando em um aumento de R$ 78,2 bilhões e R$ 16 bilhões, respectivamente.
Apesar do cenário favorável, a Abras alerta sobre possíveis altas nos preços de alimentos, especialmente em produtos sensíveis a logística, frete e clima, com o risco de repasses devido ao aumento no custo do petróleo.











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