Família de Nícolas Ravi cobra acesso ao documento, considerado fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte do recém-nascido
A família de Nícolas Ravi, bebê que morreu após um parto ocorrido na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, no dia 3 de agosto, afirma que a unidade negou o acesso ao prontuário médico do atendimento realizado no local.
O documento é considerado fundamental para esclarecer as circunstâncias do atendimento prestado a Morgana Lopes dos Santos, de 21 anos, e ajudar a reconstruir os acontecimentos que antecederam a morte do recém-nascido.
O caso está sob investigação da Polícia Civil. Paralelamente, conselhos profissionais acompanham as denúncias relacionadas à conduta adotada durante o atendimento e apuram possíveis responsabilidades.
O Ministério Público também deverá analisar os elementos reunidos durante a investigação para avaliar a necessidade de adoção de medidas judiciais diante de eventuais falhas na assistência prestada.
Segundo informações atribuídas ao Hospital da Cidade, a causa da morte registrada foi insuficiência respiratória. A família, porém, questiona o resultado e afirma que teria havido um traumatismo craniano que não constaria no relatório apresentado pela unidade.
A falta de acesso ao prontuário aumenta a cobrança por transparência. Para os familiares, o documento pode ajudar a esclarecer a sequência dos fatos e verificar se todas as informações relacionadas ao atendimento e à morte do bebê foram devidamente registradas.
O episódio também levanta questionamentos sobre a comunicação e a transparência do hospital diante de um caso que está sendo acompanhado por autoridades e órgãos de fiscalização.
Enquanto as investigações avançam, a família continua cobrando acesso aos documentos e respostas sobre as circunstâncias que levaram à morte de Nícolas Ravi.
O caso ainda reacende o debate sobre a utilização do Hospital da Cidade no discurso político e institucional. A unidade tem sido apresentada pelo ex-prefeito JHC como referência na área da saúde pública municipal.
Diante disso, permanece uma questão central: de que adianta apresentar um hospital como referência se uma família afirma estar tendo dificuldades para obter documentos fundamentais sobre a morte do próprio filho?
Para os familiares, o momento exige transparência, acesso ao prontuário, investigação e respostas sobre tudo o que ocorreu durante o atendimento.
Com Wadson Correia












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