Violência política atinge vereadoras em Maceió e Alagoas

Violência política atinge vereadoras em Maceió e Alagoas

Uma pesquisa recente da Rede A Ponte revela que a violência política é uma realidade alarmante para as vereadoras em Alagoas e em todo o Brasil. Em Maceió, 60% das vereadoras brancas e 80% das negras já enfrentaram esse tipo de agressão. O local mais comum para essas violências é a própria Câmara Municipal, onde cerca de 77% das agressões ocorrem.

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O estudo mostra que, apesar das proteções legais como a Lei 14.192/2021, a violência por parte de homens brancos cisgêneros persiste, representando 80% dos agressores. Os dados refletem um cenário de desigualdade que ainda respira forte nas esferas políticas locais. Entre os tipos de agressão, as violências psicológicas são as mais frequentes, com 89% das mulheres relatando experiências de humilhações e cortes de microfone durante suas falas.

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A diretora-executiva da Rede A Ponte, Amanda de Albuquerque, enfatiza que o abandono das mulheres pelos partidos assim que entram no cenário político é um fator que intensifica esses problemas. Em Alagoas, assim como em outras partes do Brasil, apenas 18,2% das cadeiras nas câmaras municipais estão ocupadas por mulheres, em um reflexo da falta de apoio e reconhecimento das vereadoras em seu papel crucial na política.

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