Dados da Secretaria Nacional da Juventude apontam recuo no trabalho sem carteira assinada e mostram que a nova geração abocanhou a quase totalidade das vagas formais abertas no estado
Alagoas registrou um avanço expressivo na estruturação de seu mercado de trabalho voltado às novas gerações. De acordo com um recente diagnóstico da Secretaria Nacional da Juventude, o território alagoano consolidou a segunda menor taxa de informalidade na faixa etária de 15 a 29 anos em toda a Região Nordeste ao longo do ano de 2025. A pesquisa indica que 59,1% dos profissionais situados nessa faixa etária exerciam atividades sem registro formal.
Esse índice coloca a unidade federativa em posição de destaque regional, posicionando-se logo atrás do Rio Grande do Norte, que detém o menor patamar de trabalhadores desprovidos de direitos trabalhistas na área (53,4%). No extremo oposto da lista, o Maranhão apresenta o quadro mais agudo, registrando 71,2% de informalidade juvenil. Os demais estados vizinhos seguem com taxas superiores à alagoana: Piauí desponta com 66,7%, a Bahia concentra 64,4%, a Paraíba exibe 62,9% e Sergipe registra 62,4%.O resultado reflete uma trajetória de declínio progressivo do trabalho informal no território. No intervalo de cinco anos, compreendido entre 2021 e o término do último ano, a fatia de jovens na informalidade recuou 4,9 pontos percentuais, tendo em vista que o índice de pessoas sem amparo legal era de 64% no início do período analisado. A conceituação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) associa essa condição aos indivíduos desprovidos de assinatura na carteira profissional ou àqueles vinculados a empreendimentos sem cadastro jurídico.Em contrapartida, a inserção no regime celetista expandiu-se na mesma proporção. Alagoas desponta como a segunda maior força nordestina em empregabilidade com carteira assinada para a juventude, atingindo a marca de 40,8%. A liderança deste indicador também permanece com o território potiguar, cuja taxa atinge 46,5%. Pernambuco assegura a terceira colocação com 40,2%, seguido de perto pelo Ceará com 39,9%. Os postos seguintes são ocupados por Sergipe (37,5%), Paraíba (37%), Bahia (35,5%), Piauí (33,2%) e, por fim, o Maranhão, que exibe 28,7%.No recorte interno de gênero das vagas formais locais, há uma distribuição equilibrada: o público feminino ocupa 40,5% dos postos de trabalho protegidos, enquanto os homens representam 40% dessa mesma categoria. Esse incremento também reflete uma evolução histórica idêntica ao recuo da informalidade, visto que a ocupação formal saltou dos 35,9% verificados em 2021 para o percentual atual de 40,8%.O motor desse dinamismo é detalhado por outra base de dados oficial. Conforme dados extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o estado gerou 17.453 novas vagas com carteira assinada ao longo de 2025. Desse montante, impressionantes 16.240 admissões correspondem a indivíduos de 17 a 29 anos, o que equivale a 93% das oportunidades totais absorvidas por este grupo social.No detalhamento demográfico dessas contratações de jovens, os homens preencheram 9,4 mil vagas, enquanto as mulheres asseguraram 6,8 mil contratações. Em relação à escolaridade dos admitidos, o ensino médio completo sobressaiu de forma absoluta, concentrando 12.980 postos. Na sequência, aparecem os profissionais com diploma de nível superior completo, que somaram 1.094 contratações. Os jovens com ensino médio incompleto preencheram 1,2 mil vagas, e os estudantes universitários em curso responderam por 619 admissões.












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