Vídeos nas redes sociais mostram a seleção francesa de futebol treinando em clima de descontração antes de enfrentar a Espanha, em uma das semifinais da Copa do Mundo 2026. A disputa ocorrerá nesta terça-feira (14), nos Estados Unidos, e definirá um dos finalistas do mundial. Porém, fora dos gramados, o clima é de seriedade, com jogadores e autoridades se unindo para repudiar declarações racistas contra a equipe francesa.
\n
O ex-primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy fez comentários depreciativos sobre a presença de jogadores negros na seleção francesa, o que gerou uma onda de reações entre atletas e líderes políticos. O atual primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, repudiou as declarações, afirmando que elas são vergonhosas e ressaltando que o racismo não deve ter espaço, especialmente em um evento que deveria celebrar a união e a diversidade.
\n
Além disso, a FIFA revelou um aumento alarmante de ataques racistas durante a Copa, com 89 mil publicações abusivas, sendo 11% com caráter racial. Organizações brasileiras, como o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, destacam que o fenômeno é parte de um contexto maior da ascensão da extrema-direita global, que se sente encorajada a fazer tais afirmações. A luta contra esse comportamento vai além do futebol, refletindo a necessidade de uma postura firme contra a discriminação em todos os níveis da sociedade.












Deixe um comentário