A crescente popularidade da cirurgia bariátrica e dos medicamentos para emagrecimento trouxe à tona um tema importante: o excesso de pele resultante da perda de peso. Para muitos alagoanos, essa condição não é apenas uma questão estética, mas um problema de saúde que pode trazer dores, infecções e limitações na mobilidade.
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De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), 90% dos pacientes que passam pelo procedimento de redução de estômago eventualmente necessitarão de cirurgia para remoção do excesso de pele, mas apenas uma fração conseguirá a cobertura necessária. O advogado Jalbas Soares, especialista em Direito à Saúde, esclarece que essa cirurgia é legalmente reconhecida como reparadora, e não apenas estética, e deve ser coberta pelos planos de saúde.
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A dificuldade reside na diferenciação entre cirurgias estéticas e reparadoras. Segundo Jalbas, a avaliação deve sempre considerar a saúde do paciente e os efeitos adversos do excesso de pele. Negativas de cobertura são comuns, mas mesmo assim é importante que o paciente busque apoio jurídico ao receber uma negativa. Ele também destaca a necessidade de acompanhamento médico para o uso de medicamentos para emagrecimento e alerta sobre a presença de produtos falsificados no mercado.
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Impacto emocional e jurídico
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Além das complicações físicas, as questões emocionais também são relevantes. Muitas pessoas que perderam peso enfrentam desafios com a autoestima e a prática de atividades físicas. Apesar dos obstáculos, Jalbas Soares afirma que a busca por informação e orientação adequadas pode fazer a diferença. O direito à cirurgia reparadora, assegurado por meio de decisões judiciais, deve ser reconhecido e respeitado.












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