Senador alega que levantamento do Paraná Pesquisas deixou de fora três pré-candidatos ao Senado e questiona a transparência da amostra usada no estudo
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) recorreu ao TRE-AL nesta quinta-feira (2) para tentar impedir que uma nova pesquisa eleitoral chegue ao público. O instituto responsável, Paraná Pesquisas, colheu as respostas entre os dias 28 de junho e 1º de julho e planejava divulgar os números nesta sexta (3). O levantamento mediria as intenções de voto tanto para o governo de Alagoas quanto para o Senado.
O problema, segundo Calheiros, está em quem ficou de fora. Na disputa pelo Senado, o questionário não incluiu três nomes que já haviam se apresentado publicamente como pré-candidatos: Alexandre Fleming (UP), Ítalo Bonja (PRTB) e Marcos Omena (Avante). O senador destaca que os três já aparecem em outras pesquisas devidamente registradas na Justiça Eleitoral do estado, o que reforça, na avaliação dele, que a exclusão não faz sentido. Já para essa disputa, constavam ele próprio e mais cinco adversários: Alfredo Gaspar (PL), Arthur Lira (PP), Davi Filho (Republicanos), Dr. Wanderley (MDB) e Eudócia Caldas (PSDB).
Na petição, a defesa do senador resume bem o ponto central da contestação: “O objeto desta representação é esse recorte: o cenário submetido ao eleitor, que exclui parcela do campo efetivamente em disputa.”
O documento vai além e questiona também a metodologia do instituto, apontando o que chama de “vícios de transparência no plano amostral”. Na prática, isso significa que a forma como a pesquisa apresenta os dados da amostra dificultaria que qualquer pessoa de fora consiga avaliar se o estudo foi bem feito.
A ação deu entrada às 12h10 desta quinta e, até o fim da tarde, a Justiça ainda não havia se manifestado. O caso não é isolado: dois dias antes, na terça (30), o próprio TRE de Alagoas já havia suspendido a divulgação de outra pesquisa, essa do instituto RealTime Big Data, depois de um pedido da federação PSDB-Cidadania.
Do outro lado, o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, rebateu a movimentação de forma direta: “Isso é mais uma tentativa de impugnar pesquisas eleitorais, de todos os institutos.”
O episódio expõe uma tensão que deve se repetir ao longo da corrida eleitoral em Alagoas: de um lado, candidatos de olho em como as pesquisas moldam a percepção pública sobre suas chances; do outro, institutos defendendo a validade de seus métodos. A decisão do TRE-AL sobre o pedido de Calheiros ainda está pendente.












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