Mobilidade e Logística: Ministro atribui paternidade do Arco Metropolitano de Maceió a Renan Filho

Mobilidade e Logística: Ministro atribui paternidade do Arco Metropolitano de Maceió a Renan Filho

George Santoro destaca que projeto foi estruturado pelo ex-ministro e incluído no Novo PAC; obras avançam com instalação de vigas de 65 toneladas, apesar de atrasos causados pelas chuvas.

O avanço das obras do Arco Metropolitano de Maceió ganhou forte conotação política neste domingo (28). Durante uma visita técnica ao canteiro de obras, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou categoricamente que o empreendimento foi concebido e estruturado durante a gestão do senador e pré-candidato ao Governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), enquanto este comandava a pasta federal dos Transportes.

De acordo com Santoro, a proposta — que já figurava nos planos de Renan Filho desde a época em que ele era governador do estado — ganhou viabilidade real ao ser incorporada ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e articulada em parceria direta com o atual governador, Paulo Dantas. O secretário-executivo do Ministério, Bruno Praxedes, endossou o discurso, reforçando o protagonismo do ex-ministro na execução da proposta.

Considerado um dos investimentos em infraestrutura viária mais robustos em andamento em Alagoas, o Arco Metropolitano foi desenhado para retirar o fluxo de tráfego pesado de dentro do perímetro urbano da capital. A meta é desafogar gargalos históricos, melhorar a integração da Região Metropolitana e otimizar o acesso a importantes polos econômicos, como o Polo Industrial de Marechal Deodoro e a região turística da Barra de São Miguel.

Engenharia pesada e cronograma

A agenda ministerial acompanhou de perto uma das etapas mais complexas da engenharia do projeto: o lançamento e a implantação das vigas do viaduto localizado no entroncamento da antiga AL-101 (atual BR-349/AL). Cada uma das estruturas de concreto pesa aproximadamente 65 toneladas. A operação logística para o posicionamento das peças deve se estender por quatro dias, exigindo bloqueios parciais e desvios controlados na rodovia no intervalo das 7h às 17h.

Apesar do ritmo de trabalho, o ministro George Santoro explicou que o cronograma original sofreu impactos e desacelerações pontuais. O atraso foi provocado pelo recente volume de fortes chuvas na região — que prejudicou os processos de concretagem — e pela lentidão no remanejamento de postes da rede elétrica por parte da concessionária Equatorial.

Ainda assim, a previsão do Ministério dos Transportes é entregar o entroncamento da BR-316 completamente finalizado até o término deste ano, período em que também deverá ser publicado o edital licitatório para a última fase da rodovia. A expectativa final é que todo o complexo do Arco Metropolitano esteja 100% operacional no início de 2027.

A inspeção técnica contou também com as presenças do superintendente regional do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), André Paes, e de técnicos do consórcio responsável pelas obras.

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