Um novo estudo realizado em Querência, Mato Grosso, desconsidera a teoria de savanização das florestas amazônicas após 22 anos de pesquisas. A análise mostra que as áreas afetadas por queimadas e secas estão se regenerando e recuperando as mesmas espécies de vegetação original.
Descobertas sobre a resiliência da floresta
O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Yale com o apoio do Instituto Serrapilheira, revisita a qualidade da recuperação da floresta, que se mostrou resiliente apesar dos danos. O pesquisador Leandro Maracahipes enfatiza que a restauração requer o fim das queimadas e a proximidade de vegetação nativa para facilitar a dispersão das sementes.
O estudo foi iniciado em 2004 e abordou áreas de 150 hectares, divididas em três seções, sendo duas delas submetidas a diferentes regimes de queimadas. As observações mostraram uma queda significativa na biodiversidade logo após os incêndios, com redução de até 46,2% nas frações mais afetadas. No entanto, mesmo após tempestades e outros distúrbios, a floresta começou a se recuperar e estabeleceu um ambiente mais próximo do original.
Ainda assim, a floresta regenerada apresenta vulnerabilidades, como uma composição de espécies menos diversa e maior susceptibilidade a novas secas e incêndios. Os pesquisadores alertam que o impacto das mudanças climáticas pode agravar essa situação e destacam a importância de restaurar mais áreas degradadas para garantir a resiliência a longo prazo.












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