
A Assembleia Geral Extraordinária do Banco de Brasília (BRB) deliberou nesta quarta-feira (22) sobre um aumento de capital significativo, com a expectativa de que a instituição consiga arrecadar até R$ 8,81 bilhões. O Governo do Distrito Federal, que controla a maior parte das ações, foi o responsável pela proposta de emissão de novas ações ordinárias e preferenciais.
Objetivos do aumento de capital e contexto atual do BRB
A iniciativa visa melhorar a capitalização do banco, oferecendo ações a R$ 5,36 cada, com o intuito de elevar seu capital social para um mínimo de R$ 2,88 bilhões e um máximo de R$ 11,16 bilhões. Adicionalmente, foram confirmadas as nomeações do presidente Nelson Antônio de Souza e dos novos conselheiros Joaquim Lima de Oliveira e Sergio Iunes Brito.
O BRB, que enfrenta uma grave crise institucional, foi afetado por um esquema de fraudes financeiras relacionado à aquisição de créditos do Banco Master, resultando em um prejuízo significativo. O controlador do Banco Master encontra-se preso, e investigações levaram ao afastamento de altos executivos do BRB. Com novos acordos para a venda de ativos, o banco pretende recuperar parte do que perdeu, embora especialistas afirmem que a situação demanda mais ações além do aumento de capital para ser verdadeiramente resolvida.
O BRB oficializou um acordo com a Quadra Capital, que promete adquirir os ativos por valores que podem alcançar até R$ 15 bilhões, dependendo dos resultados de cobrança. A operação aguarda a aprovação do Banco Central e vai depender do desempenho do fundo de investimento que será criado para a gestão desses ativos.











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