Governo brasileiro critica tarifas dos EUA sobre produtos nacionais

Governo brasileiro critica tarifas dos EUA sobre produtos nacionais

Em uma declaração oficial, o governo do Brasil manifestou seu descontentamento com a imposição de tarifas de 25% por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciada em 15 de novembro. A medida começará a valer em 22 de novembro e se baseia em investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Resposta do Brasil diante da decisão dos EUA

A nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República enfatiza que o Brasil não reconhece a validade das investigações que embasaram a tarifa, considerando-as desprovidas de respaldo nas normas do comércio internacional. O governo brasileiro refutou as alegações e destacou que não há justificativas para essas ações unilaterais.

Além disso, a nota afirmou que o Brasil acionará a Lei de Reciprocidade imediatamente e buscará soluções para a disputa no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). O USTR, por sua vez, alega que práticas brasileiras prejudicam o comércio dos EUA em várias áreas, como serviços digitais e proteção da propriedade intelectual.

Na defesa de sua posição, o governo brasileiro considerou as acusações como infundadas, especialmente aquelas relacionadas ao sistema de pagamentos Pix e ao desmatamento. A nota ainda revelou que, em audiências públicas com participação de representantes dos setores privado e governamental dos dois países, a maioria se posicionou contra as tarifas impostas pelos EUA.

O governo brasileiro concluiu que continuará a tomar medidas para atenuar os impactos econômicos decorrentes das tarifas e procurará diversificar seus parceiros comerciais, visando abrir novos mercados para os produtos do país.

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