Anistia Internacional critica ações dos EUA, Israel e Rússia

A Anistia Internacional divulgou um relatório nesta terça-feira (21) que aponta abusos cometidos por Estados Unidos, Israel e Rússia, que segundo a organização, ameaçam o multilateralismo e os direitos humanos em 144 países.

Críticas ao sistema multilateral

No documento, a secretária-geral da Anistia, Agnès Callamard, afirma que potências mundiais estão minando não apenas o sistema internacional de direitos, mas também a sociedade civil. A organização defende a necessidade de reformar o sistema, que atualmente não protege os direitos de todos igualmente.

O relatório aborda especificamente a situação em Israel, onde denuncia a continuidade do que considera genocídio contra palestinos em Gaza, apesar de um cessar-fogo. A Anistia também menciona a expansão de assentamentos ilegais na Cisjordânia e as ações violentas contra a população palestina por colonos.

Em relação aos Estados Unidos, a Anistia cita mais de 150 execuções extrajudiciais realizadas em diversas regiões, além de um ataque contra a Venezuela, resultando na detenção do presidente Nicolás Maduro. A resposta militar americana e israelense contra o Irã é apontada como um fator que agrava o conflito na região.

A organização não se esquece de mencionar que a guerra e os ataques impactam negativamente a vida dos civis, colocando em risco o acesso a recursos essenciais como saúde e água. Também destaca o impacto ambiental que a guerra pode causar em longo prazo.

Na Europa, a Anistia critica a postura da União Europeia em relação a ações de violência, como as perpetradas por Israel, ressaltando a falta de uma resposta adequada sobre as transferências de armamentos que contribuem para conflitos.

No Brasil, o relatório destaca que a violência policial se mantém como um dos principais problemas, citando uma operação que resultou na morte de mais de 120 pessoas em favelas da zona norte do Rio de Janeiro. O documento alerta ainda para o aumento da violência de gênero e discriminação contra a população LGBTI.

Por fim, a Anistia fez um apelo ao governo brasileiro para que tome medidas efetivas contra a violência estatal e promova os direitos humanos de maneira equitativa.

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