
Na noite de hoje, o programa Caminhos da Reportagem traz ao público uma discussão sobre trabalho escravo doméstico no Brasil, destacando a exploração de trabalhadores nessa área. Exibições estão agendadas para às 23h na TV Brasil e no YouTube.
Escravidão no contexto histórico
No dia 25 de março de 2026, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu oficialmente a escravidão de africanos como um dos crimes mais graves da humanidade, com o Brasil sendo um dos 123 países a apoiar a resolução. Entre 1501 e 1900, aproximadamente 4,86 milhões de africanos foram trazidos ao Brasil, tornando-o o país que recebeu o maior número de afrodescendentes traficados.
Apesar da abolição da escravidão em 1888, as práticas de exploração ainda persistem. Segundo o diretor da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, a mudança foi mais uma nova forma de exploração do trabalho do que uma verdadeira libertação. Em entrevista à repórter Marieta Cazarré, vítimas de trabalho escravo doméstico compartilharam suas histórias, enquanto profissionais envolvidos no resgate prestaram esclarecimentos sobre a situação atual.
O programa vai revelar histórias de diferentes mulheres, como Suzana Salomono, que durante anos viveu sem receber salário e sem um lugar seguro para ir. Outras vítimas, como Roberta dos Santos, viveram situações de privação e agressão, enquanto Maria Raimunda denunciou o sequestro do seu filho durante a escravidão. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que a maioria das mulheres resgatadas é de baixa escolaridade e, em sua maioria, negra.
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo número 100, além de canais como WhatsApp e Telegram, que também garantem sigilo total.











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